Conheça o Mapa de Pulverização AgrosystemCloud e como essa tecnologia gera economia na fazenda

Atualizado: Abr 14

Conheça o Mapa de pulverização AgrosystemCloud e saiba como realizar a aplicação em sua lavoura de forma eficiente.


Entra safra e sai safra e a preocupação é sempre a mesma: como diminuir os custos de aplicação e manter altas produtividades?


Considerando os químicos (herbicida, fungicida, inseticida), que representam o maior custo agrícola variável da cultura da soja, a atenção na eficiência das aplicações deve ser redobrada, uma vez que mesmo pequenas perdas percentuais na pulverização significam grandes prejuízos no bolso no produtor.


Pensando nisso, a tecnologia vem como uma forte aliada do produtor para alcançar esse objetivo. Com ela, é possível obter resultados de qualidade, diminuindo custos e aumentando a rentabilidade.


Neste artigo, fazemos um breve resumo da influência do clima na pulverização, já abordada no blog, e apresentamos o Mapa de Pulverização AgrosystemCloud que te auxilia a ter aplicações eficientes e econômicas. Confira!


Influência do clima na pulverização


Sabemos que o clima é fator determinante para obtermos altas eficiências em nossas aplicações.


Contudo, você já se perguntou como essas condições climáticas interferem neste processo?


No post Como a meteorologia te ajuda a economizar na pulverização?” deste blog, nós explicamos como cada variável meteorológica influencia a pulverização, tema que foi abordado durante Live com Prof. Dr. Daniel Nassif, que é Doutor em Engenharia de Sistemas Agrícolas pela ESALQ/USP.


Confira abaixo um breve resumo:

  • Temperatura: A temperatura ambiente está totalmente ligada aos processos fisiológicos das plantas, nos quais temperaturas entre 20 e 30°C costumam favorecer a absorção e translocação dos defensivos;

  • Umidade: Para uma aplicação de defensivos devemos considerar a umidade ar. Para umidade do ar, recomenda-se aplicações quando a umidade relativa for superior a 60%. Para percentuais de umidade menores, poderemos ter problemas quanto a evaporação de gotas. Além disso, longos períodos de estiagem podem favorecer modificações morfológicas nas folhas (espessamento da cutícula e deposição de cera) e impedir a perda de água na planta;

  • Velocidade do vento: O vento pode ser um importante aliado da sua aplicação ajudando na deposição de gotas. Porém, em algumas condições também pode ser um grande vilão carregando suas gotas para longe do alvo, a chamada “deriva”. Por isso recomenda-se que as aplicações sejam realizadas com ocorrência de ventos entre 3,0 a 6,5 km/h, sem ultrapassar 10,0 km/h.

  • Delta-T: Para facilitar a análise da interação entre temperatura e umidade, foi desenvolvido o cálculo do Delta-T. O Delta-T é a diferença entre as temperaturas do bulbo úmido e seco, e é um dado que pode ser relacionado principalmente com aplicação de defensivos, uma vez que é um excelente indicador do risco de evaporação do produto.

  • Horário da aplicação: Algumas condições específicas relacionadas ao horário de aplicação também podem prejudicar sua aplicação, por isso evite as seguintes condições:

  • Orvalho: A ocorrência de orvalho pode prejudicar a distribuição de defensivos nas folhas e favorecer o corrimento.

  • Inversão térmica: A inversão térmica ocorre geralmente no início da manhã ou final da tarde, em lavouras próximas a matas ou de baixa altitude. Esse fenômeno ocorre pela baixa ocorrência de vento (< 3 km/h), de modo que o ar atmosférico fica estável mantendo as gotas de pulverização em suspensão, consequentemente impedindo que estas atinjam o alvo.


Vale ressaltar que a deriva (deslocamento do produto pelo vento) causa não apenas a perda de eficiência do produto e prejuízos nas aplicações para o produtor, mas também pode se tornar um grande problema ambiental quando químicos acabam sendo depositados em rios, áreas protegidas ou culturas sensíveis.


No Rio Grande do Sul, por exemplo, segundo a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do estado, a deriva do herbicida 2,4-D, utilizado na cultura da soja, tem causado prejuízos milionários nos vinhedos e oliveiras da região.Por isso, cuidado redobrado com a deriva na hora de pulverizar!






Como estações meteorológicas e sensores integrados podem te auxiliar na pulverização


No dia a dia no campo, com certeza você já observou variações na eficiência de um produto dependendo do talhão aplicado, mesmo empregando a mesma tecnologia de aplicação e a mesma dose.


Como comentamos anteriormente, este fato pode ter ocorrido devido à variação climática durante ou após a aplicação, podendo ocasionar problemas como menor absorção e translocação, escorrimento, deriva, entre outros problemas.


Essas diferenças climáticas em microrregiões são muito comuns e ocorrem mesmo dentro de uma mesma propriedade rural, onde podem ser observadas variações de volume de chuva, temperatura e vento mesmo entre talhões próximos.


Quer saber mais sobre este estudo real de variação espacial da chuva? Fique de olho nos próximos posts do nosso Blog!


Por isso, a utilização de dados climáticos de estações fora de sua fazenda ou de estações longe dos talhões pode não ter a assertividade necessária para garantir uma aplicação no momento ideal.


Com estações e sensores meteorológicos espalhados nos talhões, você consegue informações do clima da fazenda com máxima confiança, em tempo real e na palma da mão.


A Agrosystem oferece essas soluções meteorológicas a produtores desde 1998, através de nossa parceira exclusiva Davis Instruments - referência em medição meteorológica no mundo há mais de 50 anos.


Além disso, no ano passado lançamos o aplicativo AgrosystemCloud, no qual as informações de estações meteorológicas, redes de sensores e previsões do tempo são integradas e utilizadas para geração do Mapa de Pulverização, específico para cada talhão monitorado.




Monitoramento de dados integrados

(Fonte: Agrosystem)


O Mapa de Pulverização Agrosystem é atualizado a cada 30 minutos e determina, através dados meteorológicos e cálculos como Delta-T, qual o risco de perdas na pulverização atual e nas próximas 48 horas.


Deste modo você consegue planejar suas atividades e determinar o momento ideal para aplicação dos produtos, com muito mais segurança.


Além disso, com o Mapa você poderá determinar de maneira mais fácil se perdas na eficiência de um produto foram ocasionadas pelas condições climáticas no momento da aplicação.




Como funciona o Mapa de Pulverização AgrosystemCloud


O Mapa de Pulverização AgrosystemCloud é uma funcionalidade que informa na palma da mão qual o risco atual e futuro de se pulverizar com base em informações do clima, indicando a você produtor importantes informações como:


(i) a probabilidade de chuva;

(ii) a velocidade e direção do vento;

(iii) a temperatura e umidade do ar.


Tudo isso conforme sua localização espacial, através de dados coletados por estações meteorológicas e sensores espalhados pelos talhões, e também previsões do tempo ultra-localizadas.


Em outras palavras, o Mapa de Pulverização AgrosystemCloud te ajuda a decidir o momento ideal para aplicação de defensivos agrícolas de forma segura e com menores custos.


O Mapa é baseado em algoritmos que se utilizam de dados meteorológicos coletados nos talhões, previsões do tempo ultra-localizadas e cálculos específicos (como Delta-T), para informar ao produtor de maneira intuitiva se o clima no momento de pulverização está verde (ideal), amarelo (pulverize com cuidado) ou vermelho (alto risco de perda!).


Ou seja, o Mapa de Pulverização AgrosystemCloud é uma importante fonte de informação para a tomada de decisão no manejo de sua lavoura, fornecendo dados com maior precisão e proporcionando uma maior eficiência no momento da aplicação.



Mapa de pulverização AgrosystemCloud

(Fonte: Agrosystem)



Como o Mapa de Pulverização traz economias reais no bolso do produtor


Segundo pesquisa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em condições meteorológicas adversas de aplicação, a deriva teve aumento 125% quando aplicada via terrestre e 28% quando aplicada de forma aérea, e foi medida através do deslocamento do produto químico do alvo em metros, conforme a tabela a baixo.


(Distância máxima de deriva e aumento desta função de aplicações realizadas em diferentes modalidades e condições climáticas. Rio Verde-GO, 2017)


Ou seja, para aplicações em condições meteorológicas adequadas, podemos assumir que a redução da deriva seria de 55% (de 90m para 40m) na aplicação terrestre e 22% na aérea (de 180m para 140m).


Vamos imaginar uma propriedade de 1.000 ha de soja na qual o produtor, atualmente, não analisa as condições meteorológicas de sua fazenda para planejar e realizar aplicações terrestres, de modo que, na média, há 5% de perda por deriva durante uma safra.


Considerando os custos de inseticida (R$ 432/ha), herbicida (R$ 231/ha) e fungicida (R$ 372/ha) médios levantados pelo IMEA (2020), o custo total de pulverização, por hectare na safra de soja seria R$ 1.035/ha, ou R$ 1.035.444 em toda área de 1.000 ha deste produtor.


Ou seja, atualmente, em cada safra o produtor tem um prejuízo por deriva de cerca de R$ 51.722 (5%).


Considerando o estudo acima citado, caso o produtor do nosso exemplo passasse a pulverizar sempre nas condições meteorológicas adequadas, utilizando o mapa de pulverização como diretriz de decisão, essa deriva poderia ser reduzida em até 55%, ou seja, a perda por deriva cairia de 5% para 2,2%: gerando uma economia de R$28.762 em apenas 1 safra.


Esse ganho considera somente a economia por deriva decorrente do monitoramento do clima na aplicação. Com o uso do mapa o produtor pode evitar também outras perdas relevantes de produto, como evaporação ou chuva após a aplicação.



Conclusão

O clima é fator chave nas pulverizações, que representam o maior custo variável para o produtor da soja.


Mapa de Pulverização AgrosystemCloud é uma excelente ferramenta para apoiar em uma aplicação de defensivos eficiente.


Nesse artigo, recapitulamos a influência das variáveis meteorológicas nas pulverizações (saiba mais neste post), apresentamos as principais funcionalidades do Mapa de Pulverização AgrosystemCloud e trouxemos um exemplo de como aplicações com condições meteorológicas ideias trazem redução nas perdas por deriva.


Você pôde conferir ainda como as condições meteorológicas podem influenciar no momento da pulverização e como a estação meteorológica e as redes de sensores são necessárias para monitorar o microclima e auxiliar na tomada de decisão.


E você? Utiliza o Mapa de pulverização AgrosystemCloud em sua fazenda? Restou alguma dúvida? Comente aqui embaixo! Indique esse artigo para seus amigos!

Texto escrito por:

Rayssa dos Santos, engenheira agrônoma UFPR, Doutoranda em agronomia UEM.

Juliana Delgado, engenheira agrônoma UNESP, pós graduanda em gestão de vendas ESALQ-USP

Guilherme Oliveira, engenheiro agrônomo UFSCAR, Mestrando Fitotecnia ESALQ-USP











Confira depoimentos reais do uso Mapa de Pulverização Agrosystem








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