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COVID-19 E O AGRO: conheça estratégias para minimizar os impactos da crise no campo.

Sabemos que não será fácil gerenciar o agronegócio durante a atual pandemia do coronavírus. Fato é que a frase “O Agro não pode parar”, vinculada nas redes sociais nos últimos dias, nunca fez tanto sentido como agora.


Apresentamos abaixo algumas estratégias que podem ser adotadas para amenizar os impactos desta crise em seu empreendimento rural:


Aprimore sua gestão rural

Este é o momento de rever todos os gastos realizados na safra, acompanhar de perto entradas e saídas de caixa – desde o pré-plantio até a colheita – e fazer uma análise de possíveis reduções de custos. Além disso, se possível, faça uma reserva de caixa para cobrir seus custos e obrigações de ao menos dois meses e invista em tecnologias para aumentar eficiência na próxima safra, caso sobrem recursos e consiga linhas de crédito subsidiado. Para produtores de culturas perenes (frutas e café, por exemplo) é importante se atentar ao período de colheita. Caso o mercado não esteja tão receptivo, vale a pena o aumento do período de estocagem até um melhor momento de comercialização.


Inove na cadeia de produção e economize insumos

Em tempos de crise, a inovação é uma saída para contornar as ameaças de declínio do seu negócio. Invista cada vez mais estratégias de manejo e tecnologias que possam diminuir a utilização de insumos para a próxima safra, dada a incerteza de preço destes produtos em face à variação do dólar - uma vez que as indústrias de defensivos agrícolas e adubos/fertilizantes são altamente dependentes do dólar, tendo importado, respectivamente, 70,6% e 69,3% do total dos insumos e componentes comercializáveis[1] em 2019.

É de amplo conhecimento que condições meteorológicas impactam diretamente a perda de produtos químicos. Segundo estudo de Doutora de Fitotecnia da ESALQ-USP, "é comum observar a ocorrência de derivas quando a aplicação de produtos fitossanitários é realizada em condições de vento ou em outras condições de ambiente que favoreçam a sua volatilização. (...) A maior causa da perda de herbicidas ocorre pela volatilização, que pode atingir 90% da quantidade do herbicida aplicado"[2].

Nesse contexto, mais do que nunca evite desperdícios durante pulverizações, sobretudo devido a chuva, deriva e volatilização.

Conheça nossas estações meteorológicas e nosso controlador de pulverizador bico-a-bico, que vão ajudá-lo(a) nessa importante missão.

Além disso, estratégias como adubação verde na entressafra de verão podem diminuir a ponte verde de pragas para próxima safra, além de enriquecer o solo nutricionalmente, fazendo com que a quantidade de fertilizantes seja reduzida.


Fique atento às mudanças de linhas para crédito

Caso necessite de um capital externo para planejamento e investimento, as linhas de financiamento estão passando por intensas reestruturações, podendo surgir oportunidades com menores taxas de juros. O governo federal também está revendo os prazos de pagamento dos financiamentos realizados para movimentar o fluxo de caixa do produtor rural sem sobrecarregá-lo. Por isso, fique atento às atualizações e evite empréstimos a juros convencionais –aguarde uma linha de crédito que se adeque ao momento que passamos.

Além disso, algumas medidas de apoio ao produtor rural vêm sido tomadas pelo Governo Federal nas últimas semanas para conter os impactos do novo Coronavírus no setor agrícola. A principal delas é a sanção da Lei 13.986, que incialmente tratava-se de uma medida provisória, conhecida como a MP do Agro - que autoriza a renegociação de dívidas dos produtores rurais. De acordo com a CNA[3] a medida, bastante esperada pelo setor agropecuário, deve contribuir significativamente para a ampliação dos investimentos no agro brasileiro e para a redução das taxas de juros e spreads bancários.


Cuide de seus colaboradores

Visando garantir a segurança no ambiente de trabalho o produtor pode também acessar aqui uma cartilha online lançada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e os Ministérios da Agricultura e da Saúde com recomendações de prevenção ao Coronavírus nas propriedades rurais.

Veja abaixo alguns dos principais pontos levantados na cartilha, mas não deixe de ler também o material na íntegra [4].


  1. Monitore empregados na entrada das propriedades (meça a temperatura corporal dos trabalhadores ou de qualquer outra pessoa que acessar as dependências da empresa)

  2. Adote, se possível, escalas de trabalho para reduzir a quantidade de trabalhadores simultâneos nas frentes de trabalho, de forma a garantir maior distância entre eles, observando a distância mínima de 1m e, quando possível, adotando a distância de 2m entre os trabalhadores.

  3. Oriente quarentena para quem está apresentando sintomas

  4. Promova a prevenção da propagação nos refeitórios, alojamentos e espaços de convivência escalonando os horários de café da manhã, almoço, jantar e intervalo. É importante que os locais que várias pessoas colocam as mãos, como mesas, cadeiras, maçanetas e corrimãos sejam higienizados e desinfetados com frequência com álcool a 70%, água sanitária, hipoclorito de sódio ou outro desinfetante indicado para este fim;

  5. Oriente seus funcionários sobre a importância da higienização das ferramentas de trabalho para evitar contaminações indiretas, bem como a higienização das mãos

  6. Caso observe algum colaborador com sintomas de COVID-19, inicie imediatamente os procedimentos de quarentena

  7. Se possível, ofereça aos funcionários um transporte que evite aglomerações e adote rotatividade de turnos de trabalho – uma boa estratégia para evitar transporte lotados.

  8. Disponibilize álcool em gel nos principais pontos de sua fazenda/empresa


Mesmo com todos os impasses apresentados no momento, o agro é o setor que está segurando a economia do nosso país, graças a empresas e produtores que plantam, colhem e cuidam do alimento que chega à mesa de famílias em todo mundo.

Contem com a Agrosystem nessa missão.


E você, que medidas tem adotado para conter o avanço do COVID-19 em sua lavoura ou empresa? Conta pra gente nos comentários!


Agradecemos a sua leitura,

Até o próximo post!

Guilherme Mentone de Oliveira – Engenheiro Agrônomo, Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)

Thais Santos – Meteorologista (UNIFEI) e Mestre em Engenharia de Sistemas Agrícolas (ESALQ/USP)


Referências [1] Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial, 2019: https://iedi.org.br/cartas/carta_iedi_n_929.html# [2] "Impactos da deriva do herbicida 2,4-D em culturas sensíveis.", ESALQ-USP , 2016: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11136/tde-30092016-105412/pt-br.php [3] RADAR CNA/SENAR CORONAVÍRUS: Boletim 06 a 09/04 [4] Guia COVID-19, CNA https://www.cnabrasil.org.br/assets/images/Guia-COVID-Diagramado-v4-corrigido-1.pdf

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